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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Faculdade Humana Natural

“Mediunidade é a faculdade humana natural,
de relações entre homens e espíritos.”

HERCULANO, o metro que melhor mediu Kardec, como diz Emmanuel, através da mediunidade de Chico Xavier, explica nesse livro como o fenômeno mediúnico é natural.
O trabalho de Herculano é baseado na teoria e na prática. O embasamento teórico é produto de uma vida de estudos dos livros básicos de Kardec e, no caso do “Mediunidade”, do estudo e reflexão d’O Livro dos Médiuns (Kardec).
A prática, nessa encarnação, surge de uma vida dedicada ao trabalho de assistência a encarnados e desencarnados necessitados, na “mesa da caridade”, como explica Herculano, nos trabalhos de esclarecimento realizados com a preparação feita através da leitura e explicação dos livros escritos pelo mestre de Lion, Kardec, e com a prática mediúnica.
O mestre de Herculano, Kardec, diz que, se o fenômeno mediúnico é constante em nossas vidas, se a comunicação entre encarnados e desencarnados ocorre naturalmente devido à ligação telepática, há que estudá-la e aproveitá-la, evitando os prejuízos da telepatia com os desequilibrados. Mas se não é por acaso que nos ligamos ao desequilíbrio, os seres humanos que formaram grupo no erro devem agora unir os esforços na educação libertadora pela compreensão da Verdade ensinada através dos séculos por irmãos mais velhos e vivenciada por Jesus.
Herculano, discípulo fiel de Kardec, explica a mediunidade estática, que é essa interação constante entre encarnados e desencarnados, e a dinâmica, que é o compromisso mediúnico.
Navegamos nas águas tranqüilas da mediunidade compreendendo que somos construtores do nosso destino hoje e sempre, ou nos perdemos sem o auxílio da Casa Espírita “como um barco à deriva”, como diz o pai Herculano.
Com simplicidade e com a autoridade intelectual e moral conquistada através de um trabalho magnífico na divulgação da Doutrina Espírita, o professor Herculano nos convida a entender que, como dizia Kardec, queiramos ou não, estamos sempre recebendo e enviando pensamentos de encarnado para encarnado e de encarnado para desencarnado.
Para viver bem precisamos pensar bem e auxiliar nossos irmãos em sofrimento a conseguirem o atendimento de que necessitam no mundo espiritual graças ao esclarecimento da “mesa da caridade”.
Mediunidade é apenas comunicação; aprendamos a sintonizar com as luzes...
Heloísa Ferraz Pires
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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Criança e Mediunidade

NÃO É ACONSELHÁVEL DESENVOLVER MEDIUNIDADE NAS CRIANÇAS
Não é aconselhável o exercício da mediunidade em crianças, porque:
1. organismo, débil e em formação, pode sofrer grandes abalos;
2. A imaginação está em grande atividade e pode sofrer sobreexcitação;
3. Não tem discernimento suficiente para lidar com os espíritos.
Às vezes, as manifestações mediúnicas que a criança apresenta são por causa das perturbações no ambiente do lar. Neste caso, o recomendável é atendê-la com passes, para eliminar as manifestações, e se orientar o comportamento dos familiares adultos, para que as tensões espirituais não mais reflitam na criança.
Se a manifestação mediúnica na criança for espontânea e equilibrada, aceitar com naturalidade os fenômenos mas sem estimulá-los nem querer colocar a criança em verdadeiro trabalho mediúnico.
Convém, entretanto, encaminhá-la para a evangelização e conhecimento doutrinário adequado à sua idade, a fim de que, no futuro, esteja preparada para entender sua faculdade e empregá-la bem.

 Lembramos que o Templo Espírita da Fraternidade mantém atividade de evangelização infantil aos sábados a partir das 9:00h
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A mesa e o pão

Kardec explicou o problema da mesa nas sessões espíritas com a sua habitual naturalidade: é o móvel mais cômodo para sentarmos ao seu redor. Afastava assim qualquer resquício de misticismo e magia, de rito e sacramento no ato mediúnico. Não obstante, há quem considere esse ato puramente místico e mágico, lembrando a evocação e a prece. Não nos sentamos em torno da mesa apenas para conversar ou escrever, mas também para nos alimentarmos. A alimentação que tomamos na mesa espírita não é material, mas espiritual. A evocação não é um rito, mas um convite. Antes de sentar à mesa os convites já foram feitos, pois basta pensarmos num espírito para o evocarmos. Ele atende ou não ao nosso convite, pois é livre e não está submetido a nenhum poder humano. Mas o pão que pomos sobre a mesa é o pão espiritual da prece, que será partido e servido na hora da doutrinação.

Extraido do livro : Mediunidade de J. Herculano Pires
                              Parcial do capítulo VII
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terça-feira, 27 de julho de 2010

Médium de Cura

                                                      TRABALHOS DE CURA

Os chamados trabalhos de cura são dos que mais devem ser levados a sério numa casa espírita. Infelizmente, este tipo de atividade dá margem a infiltração dos espíritos perturbadores, que acabam, por vezes, comprometendo toda a estrutura espiritual da casa, fazendo com que as demais tarefas sejam relegadas a plano secundário.
A rigor, não é missão do Espiritismo a cura de corpos perecíveis: A Doutrina      está voltada para a cura da alma – sem dúvida, a origem de todos os males, físicos e morais, que afligem o homem na Terra.
Se o médium de cura não tiver discernimento, terminará no profissionalismo religioso e, se não contar com uma equipe idônea que o assessore, cometerá despautérios em nome da fé. Incensado pelos mais desavisados, consentirá que a vaidade o domine e, sem que perceba, em pouco tempo estará a seu próprio serviço e não da Causa que, inicialmente, se propunha defender.
Toda atividade séria no templo espírita é essencialmente, um trabalho de cura. Não há tarefa de cura mais legítima que a da transmissão do passe, pura e simplesmente! Jesus curava pela imposição das mãos.
A mediunidade de cura genuína não carece de recorrer a certos expedientes, como sejam: instrumentos cortantes, aplicação indiscriminada de agulhas hipodérmicas, total ausência de assepsia no suposto ato cirúrgico; nem tampouco o medianeiro necessita de paramentar-se como se fosse um cirurgião, fugindo à simplicidade que caracteriza as atividades doutrinárias sérias.
Uma reunião de estudos evangélicos que concite os seus freqüentadores à renovação íntima, é um trabalho de cura; o serviço assistencial em que se consagre o tempo disponível às obras de caridade é uma atividade de cura... Muitas moratórias no corpo somático tem sido conseguidas por aqueles que se devotam ao bem dos semelhantes!
Sem rodeios, diríamos que a grande maioria dos trabalhos de cura oferece campo de atuação para os espíritos infelizes que lentamente, dominam os médiuns e os induzem a se afastarem do “daí de graça o que de graça recebestes”... Sob o pretexto de fazer face a certas despesas da instituição que acolhe inúmeras pessoas, os médiuns e seus dirigentes fixam taxas de atendimento ou, então, sugerem que doações espontâneas sejam endereçadas aos cofres da casa que, a cada reunião, se locupletam. A verdadeira caridade não cria ônus para quem quer que seja. A venda de desconhecidas fórmulas de medicamentos e ungüentos, atribuídas aos espíritos, é, sem dúvida, uma exploração da fé e não se justifica em hipótese alguma.
Os dirigentes de uma casa espírita nunca devem se permitir diminutas concessões no campo doutrinário; das consideradas insignificantes concessões, aparecem as maiores e o mercantilismo se instala, fomentado pela ambição de encarnados e desencarnados.
Se a casa espírita conta com uma atividade especifica de cura, ela não deve ser priorizada em detrimento das demais tarefas da instituição, igualmente relevantes para a Doutrina.
Médiuns de cura monopolizadores que, inclusive querem a cabina de passes só para si, desmerecendo os esforços dos demais companheiros de mediunidade, necessitam ser alertados para o perigo espiritual da obsessão; muitos deles terminam em dolorosos processos de fascinação, anulando a si mesmos na abençoada possibilidade de servir com desinteresse!...

Extraído do livro – Conversando com os médiuns
                       De -  Carlos A. Baccelli / Odilon Fernandes
                       Livraria Espírita Edições "Pedro e Paulo"
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domingo, 4 de julho de 2010

MINI SEMINÁRIO

Quanto mais se aprende, mais sabemos que nada sabemos ! Alguém já disse isso com muita propriedade e foi uma das afirmações de nosso palestrante Maurício P. de Barros, quando disse que médium que pensa já saber tudo, precisa rever este conceito, "e isso serve igualmente a dirigentes" (grifo nosso). Tivemos hoje a grande oportunidade de diminuir um pouco mais com o muito que nos foi oferecido no Mini Seminário " ASPECTOS INCONCIENTES DA MEDIUNIDADE". Uma oportunidade de aprendermos que quando trabalhamos com conhecimento e amor, o resultado aparece nos dois planos, o nosso de encarnados e no espiritual. Pudemos verificar que a evolução moral deve ser a mais importante para que possamos um dia dizer " A Felicidade é deste Mundo", mas a evolução das nossas informações, é e sempre será uma forma mais rápida de chegar ao mundo que almejamos. "Conheça a Verdade e ela Vos Libertará" JESUS. Parabéns aos que trocaram o descanso pelo saber.
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segunda-feira, 21 de junho de 2010

MEDIUNIDADE ESPÍRITA

A mediunidade espírita é a que se alicerça em Jesus e Allan Kardec. A mediunidade é uma faculdade psíquica que independe de rótulo religioso - encontraremos a sua presença na origem de quase todas as crenças. Os grandes iniciados de todas as religiões eram intérpretes dos espíritos que os inspiravam. Os profetas eram missionários da mediunidade sobre a terra. Os apóstolos, na festa de Pentecostes, ficaram mediunizados... Os santos reverenciados pela igreja Católica possuiam o dom de curar, a clarividência, efeitos físicos; caíam em transe com frequência.
Todavia com Allan Kardec é que a mediunidade se tornou um intercâmbio consiente entre os Dois Mundos. Estudando os mais diversos dons medianímicos, criando terminologia própria, o Codificador devassou o Invisível, tornando natural o diálogo dos vivos com os chamados mortos.
Portanto não existe mediunidade legitimamente exercida fora dos padões da Doutrina Espírita.
O médium espírita é o que se submete à orientação doutrinária, colocando-se a serviço da Causa e não de si mesmo. O médium personalista é um médium rebelado contra os princípios que se consubstanciam no " dai de graça o que de graça recebestes".
Infelizmente, muitos medianeiros promissores acabam por se entregar única e exclusivamente à orientação dos espíritos que se comunicam por seu intermédio - marginalizam os fundamentos básicos de " O Livro dos Médiuns" e adotam uma linha de conduta que conflita com os propósitos do medianeiro bem intencionado.
Há quem busque na mediunidade a satisfação do seu próprio ego; não está movido pela intenção de servir, mas de projetar-se , de ter seu próprio nome exaltado, de alimentar a vaidade...
O médium presunçoso, mais cedo ou mais tarde, se comprometerá. Sem retaguarda espiritual que lhe garanta o equilíbrio, estará à mercê dos espíritos sem dicernimento, que o induzirão a cometer absurdos. Antes, pois, de cogitar do desenvolvimento mediúnico em si, deve o candidato aos serviços espirituais no campo da mediunidade interessar-se pela sua iluminação, no exercício constante da humildade.
Médiuns personalistas são agentes desagregadores; ao invés de somarem esforços, de motivarem os companheiros à prática do bem, inspiram desconfiança e estabelecem a disputa na casa espírita...
Todo médium é um tarefeiro, longe, conforme se imagina, de ser um missionário. Raros são os sensitivos que reencarnam com tarefa definida no campo da mediunidade; para a grande maioria , o trabalho vai se definindo com base no seu devotamento. Alguns renascem com o compromisso, fazendo jus à supervisão espiritual das Altas Esferas; outros se decidem por ele ao travarem contato com o Espiritismo, atraindo a atenção dos Espíritos Superiores que deles se aproximam na medida exata da confiabilidade que externem...
A idéia de que seja um espírito missionário tem sido obstáculo ao roteiro que o ser encarnado traçou para si mesmo... Imbuido de tais pensamentos, fascinado quanto às sua próprias possibilidades, foge aos compromissos imediatos que, então, passa a considerar de natureza inferior, como sejam: o casamento e a constituição da família, o esmero na profisão e a sua participação ativa nos assuntos da comunidade.
Mediunidade é compromisso de trabalho e oportunidade de resgate. Sobretudo, o médium é um espírito com elevados débitos cármicos que necessita se conscientizar de sua necessidade de servir - e servir incondicionalmente !
Extraido do Livro : Conversando com os médiuns ... de Carlos A. Baccelli e Odilon Fernandes
Da Livraria Espírita Edições " Pedro e Paulo "
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